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Campos Neto rebate Lula e diz que economia se recupera com protagonismo do BC

De acordo com o presidente do BC, comunicado do Copom nesta semana deixou a ‘porta aberta’ para o corte da taxa básica de juros na próxima reunião, marcada para agosto

  • Por Brasília
  • 29/06/2023 15h15
Wilton Junior/Estadão ConteúdoO presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fala em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do SenadoRoberto Campos Neto rebateu Lula durante a apresentação do Relatório Trimestral de Inflação

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, rebateu críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à política monetária ao dizer que o “país está comemorando uma inflação mais baixa” e que o resultado é “um trabalho que o Banco Central fez”. As declarações foram dadas durante a apresentação do Relatório Trimestral de Inflação, nesta quinta-feira, 29. Antes, Lula havia dito que chefe da autoridade bancária nacional “não entende absolutamente nada de país”. O petista também questionou a atuação de Campos Neto pela manutenção da taxa básica de juros em 13,75% durante entrevista à Rádio Gaúcha, no início desta manhã. Além de contestar o presidente do BC, Lula disse que a autarquia, além de controlar a inflação, também tem as atribuições de zelar pelo emprego e o crescimento econômico. Para ele, o BC está “cuidando pouco” dos compromissos que vão além do combate à inflação.

Campos Neto rebateu o presidente destacando que os indicadores econômicos melhoraram e que existe janela para a redução da taxa de juros em agosto. “O que eu posso dizer, de uma forma geral, é que o país está comemorando uma inflação mais baixa e que, em parte, é um trabalho que o Banco Central fez. O país está comemorando os juros futuros estarem caindo, e uma parte disso grande é o trabalho do fiscal do governo. E a gente tem elogiado, e uma parte o Banco Central também tem feito”, disse o economista. O comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), de acordo com Campos Neto, deixou a “porta aberta” para o corte da taxa básica, a Selic, na próxima reunião, em agosto. Além disso, para ele não houve “incoerência” em relação à ata do Copom, divulgada na última terça-feira, 27.

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