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Israel ataca Gaza, mata ao menos 15 pessoas e é ameaçado por forças islâmicas: ‘Ficarão sob fogo’

Vítimas desta terça-feira, 9, elevam para 140 o número de mortos desde o início de 2023 no conflito israelense-palestino

  • Por blaze
  • 09/05/2023 13h13 - Atualizado em 09/05/2023 17h00
MOHAMMED ABED / AFPfaixa de gazaFumaça e chamas sobem acima dos edifícios após um ataque aéreo israelense na cidade de Gaza, Territórios Palestinos em 9 de maio de 2023

Ataques aéreos executados por Israel contra a Faixa de Gaza mataram ao menos 15 pessoas nesta terça-feira, 9, e deixou 20 feridos, informaram as autoridades locais. Entre as vítimas estão três líderes da Jihad Islâmica – Yihad Ghannam, comandante das Brigadas Al Qods para a Faixa de Gaza, Khalil al Bahtini, membro do conselho e comandante para o norte do território, e Tareq Ezzedine, “comandante de ação militar” do movimento na Cisjordânia ocupada, que coordenava seu trabalho a partir de Gaza – e quatro crianças. Jihad Islâmica, grupo considerado “terrorista” por Israel, União Europeia (UE) e Estados Unidos, confirmou as mortes dos três dirigentes. Os bombardeio, iniciados pouco depois das 2h (20h de segunda-feira, 8, no Brasil), duraram quase duas horas e foram confirmados pelos israelenses. “Alcançamos os objetivos que pretendíamos”, declarou Richard Hecht, porta-voz do exército, acrescentando que foram mobilizadas 40 aeronaves para a operação contra três comandantes das Brigadas Al Qods, braço armado da Jihad Islâmica, em Gaza e em Rafah, na fronteira com o Egito. “Fizemos o possível para concentrar os bombardeios contra os combatentes”, respondeu Hecht ao ser questionado sobre a morte de menores de idade nos ataques. “Se aconteceram mortes trágicas, nós vamos investigar”, acrescentou. O exército de Israel pediu aos moradores que estão em uma área a 40 quilômetros da fronteira com Gaza que permaneçam perto dos abrigos antiaéreos até quarta-feira à noite, para evitar eventuais lançamentos de foguetes palestinos.

A Jihad Islâmica criticou a ação, que chamou de “crime sionista covarde”, e prometeu que “a resistência vingará os dirigentes” assassinados. Daoud Shehab, comandante do movimento em Gaza, afirmou que “todas as cidades e colônias” israelenses ficarão “sob fogo”. Um porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, disse que Israel é responsável pelas “consequências da escalada”. Os ataques desta terça-feira, acontecem menos de uma semana depois do anúncio de uma trégua, alcançada com a mediação do Egito após uma nova escalada da violência entre o exército israelense e a Jihad Islâmica. O enviado da ONU para o Oriente Médio, Tor Wennesland, considerou a morte de civis “inaceitável” e, em nota, pediu a todas as partes “que exerçam a máxima moderação”. O representante ressaltou seu “comprometimento total em uma tentativa de evitar um conflito mais amplo”. As vítimas desta terça-feira elevam a 121 o número de palestinos mortos desde o início de 2023 no conflito israelense-palestino. No mesmo período morreram 19 israelenses, uma ucraniana e um italiano.

*Com informações da AFP

 

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