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Sudão atinge quase cem civis mortos em terceiro dia de combate entre exército e paramilitares

Confronto é provocado pela disputa de poder entre os dois generais que protagonizaram o golpe de Estado de 2021

  • Por blaze
  • 17/04/2023 06h33 - Atualizado em 17/04/2023 06h47
Abdullah Abdel Moneim/via REUTERSConflito no Sudão deixa ao menos 97 civis mortos em três diasConflito no Sudão deixa ao menos 97 civis mortos em três dias

Intensos combates continuam sacudindo Cartum, capital do Sudão, pelo terceiro dia consecutivo nesta segunda-feira, 17. O exército e um grupo de paramilitares se enfrentam, tendo deixado menos 97 civis mortos, incluindo três trabalhadores humanitários da Organização das Nações Unidas (ONU). A contagem é desta segunda-feira, 17, e foi feita pelo comitê do Sindicato dos Médicos do Sudão. No domingo, durante o segundo dia de combates em todo o país, um total de 41 civis foram mortos, além de 56 no sábado, principalmente na capital Cartum, informou o comitê independente em um comunicado. Enquanto os médicos contam os feridos às centenas desde o início dos confrontos, no sábado, 15, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que “vários dos nove hospitais em Cartum, que recebem civis feridos, ficaram sem sangue, equipamentos de transfusão, fluidos intravenosos e outros suprimentos vitais”. O Programa Mundial de Alimentos (PMA), subordinado às Nações Unidas, informou que após as mortes de três de seus funcionários, vai suspender suas operações no país africano.

Adisputa de poder entre os dois generais que protagonizaram o golpe de Estado de 2021 – o comandante do Exército, Abdel Fatah al Burhan, e o chefe das Forças de Apoio Rápido (FAR), general Mohamed Hamdan Daglo, conhecido como “Hemedti” – geraram alerta internacional e levaram os vizinhos Chade e Egito a fecharem as fronteiras. Explosões ensurdecedoras e intensas trocas de tiros sacudiram edifícios nos subúrbios norte e sul de Cartum, densamento povoados, relataram testemunhas. Os combates prosseguiram depois do anoitecer deste domingo, enquanto os sudaneses se refugiavam em suas casas, temendo um conflito prolongado que poderia mergulhar o Sudão em um caos mais profundo, frustrando as expectativas de uma transição para uma democracia chefiada por civis.

*Com informações da AFP

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